segunda-feira, 24 de abril de 2017

Marco Civil da Internet pode perder força com novas leis, dizem pesquisadores

24/04 - HardSoft


Ontem (23) completaram-se três anos da sanção da Lei 12.965/14, o Marco Civil da Internet, apontado como referência mundial para as legislações que tratam da rede mundial de computadores. Os princípios da lei – especialmente a garantia da neutralidade da rede, da liberdade de expressão e da privacidade dos usuários – foram estabelecidos para manter o caráter aberto da internet.

A pesquisa O Brasil e o Marco Civil da Internet: o estado da governança digital, do Instituto Igarapé, organização dedicada a temas de segurança, justiça e desenvolvimento, indica que projetos de lei no Congresso Nacional que alegam a necessidade de facilitar investigações criminais põem em risco direitos como o da privacidade e o da liberdade de expressão.

Entre as propostas apontadas pela publicação como ameaça ao Marco Civil está o Projeto de Lei 215/2015, que exigiria, se aprovado, que todas as empresas de internet armazenassem informações do usuário como nome, CPF e endereço residencial. Também exigiria que essas empresas fornecessem as informações à polícia em investigações criminais sem ordem judicial, o que teria um efeito prejudicial para normas de privacidade online.

Segundo o autor do estudo, o pesquisador do Instituto de Política Internacional da Universidade de Washington Daniel Arnaudo, em maio de 2016, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Crimes Cibernéticos aprovou seu relatório final recomendando projetos que contestam o Marco Civil.

“O relatório inclui uma iniciativa que permitiria a expansão da retenção de dados de usuários por aplicativos e provedores de internet (PL 3.237/2015) e outra que autorizaria o acesso a endereços de IP [protocolo de internet, código usado na transmissão de dados entre as máquinas em rede] em investigações criminais sem ordem judicial (PLS 730/2015)”, diz o autor, na pesquisa.

Para o cientista político e professor do curso de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maurício Santoro, o Marco Civil da Internet é uma lei com relevância global, que trouxe avanço considerável ao que se tinha, tendo sido amplamente debatido pela sociedade. Ele também avaliou que há uma série de ações no Congresso que podem enfraquecer o Marco Civil. “O que mais me assustou foi a CPI sobre crimes cibernéticos com um discurso contra o marco civil”.

Edição: Lidia Neves

Por: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Desempenho na Prova Brasil de matemática é 13% maior em escola com sistemas de jogos educacionais

19/04 - HardSoft

O desempenho em matemática dos alunos da Escola Estadual Padre Pasquale Filippelli aumentou em 13% com a implantação e utilização do sistema de jogos educacionais. A constatação foi feita com base nos resultados da Prova Brasil, exame aplicado para todos os alunos do 5º ao 9º do ensino público fundamental.  

Os resultados da Prova Brasil mostram que, em 2013, a nota dos alunos da Pasquale Filippelli em matemática foi de 215. E, em 2016, com dois anos de utilização da ferramenta de gamificação, a nota saltou para 243.

O sistema de jogos matemáticos da Pasquale Filippelli foi desenvolvido e fornecido pela startup israelense Matific, especializada em gamificação para o ensino da matemática. A mesma ferramenta é utilizada atualmente por cerca de 100 mil alunos da rede pública e privada do estado de São Paulo, somando mais de 100 colégios.

A melhora do desempenho dos alunos da Pasquale Filippelli com o uso dos jogos educacionais também aparece na avaliação do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP). Em 2013, a média de notas dos estudantes era de 218. Em 2015, esse número pulou para 227. Já na as notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), a instituição teve uma melhora de 23% em 2015, quando comparado com os resultados de 2013.

“Ensinar matemática por meio da gamificação substitui a visão negativa de que a disciplina é chata e difícil. A tecnologia educacional, quando bem aplicada e alinhada ao pedagógico, é uma grande ferramenta para os educadores e, ao mesmo tempo, se aproxima da realidade de uma geração que está acostumada com os sistema digitais”, comenta Dennis Szyller, diretor da Matific no Brasil.

Por: Agência Health

Análise de dados evita R$ 374 milhões em fraudes no seguro-desemprego

19/04 - Luís Osvaldo Grossmann / Convergência Digital


O cruzamento de dados do Ministério do Trabalho, Caixa Econômica Federal e Receita Federal já bloqueou 21,3 mil pedidos de seguro-desemprego desde que entrou em funcionamento, em dezembro de 2016. Segundo a pasta, até aqui esse bloqueio a partir de análise de dados significou uma economia de R$ 374 milhões no que, indica seriam tentativas de fraudes para receber o benefício.

“Foi feito um mapeamento das ações e começamos a verificar a incidência de determinados padrões. Esse sistema antifraude foi então desenvolvido a partir de trilhas de auditoria onde são estabelecidos parâmetros, que são aqueles padrões detectados em situações anteriores de fraudes”, explica, em entrevista ao portal Convergência Digital, o coordenador geral do seguro-desemprego e abono salarial, Jonas Santana Filho,

terça-feira, 18 de abril de 2017

Jogos educativos ajudam a reduzir a ansiedade da matemática nas escolas brasileiras

18/04 - HardSoft


As plataformas de jogos educativos são hoje grandes aliadas para reduzir a ansiedade da matemática. A afirmação é do especialista Brent Hughes, executivo da Matific, startup israelense especializada em gamificação para o estudo da matemática desde a educação infantil até o sexto ano, presente no Brasil em mais de 100 colégios públicos.

Segundo o especialista, pesquisas mostram que as crianças podem gostar ou não da matemática e que tudo vai depender de como são ensinadas e de quais crenças são passadas a elas pelos pais e educadores. “O ideal é dizermos às crianças o quanto é importante aprender os conceitos da matemática, principalmente em um mundo altamente tecnológico em que vivemos”, explica Hughes.

De acordo com o executivo, muitos jogos educativos trazem para as crianças situações reais do dia a dia, o que ajuda o aluno a entender os conceitos mais abstratos da matéria. “Como os jogos educativos contribuem para a construção do conhecimento, graças ao seu aspecto lúdico, tais plataformas têm ajudado a reduzir de forma significativa o medo da disciplina, além de aumentar o envolvimento dos alunos com a matéria”, diz Hughes.

A plataforma da Matific é utilizada atualmente por cerca de 100 mil alunos de São Paulo, de mais de 100 colégios públicos do estado paulista, além das principais instituições particulares de ensino.

Ansiedade da matemática é uma reação emocional debilitante relacionada à disciplina, que causa sentimentos de tensão que interferem no aprendizado, na vida acadêmica e na vida diária de forma geral. “A ansiedade da matemática pode ser leve ou severa e não afeta apenas a vida escolar, mas também todo o desenvolvimento. Pessoas que desenvolvem essa condição podem, por exemplo perder oportunidades de trabalho ao longo da vida, por exemplo”, explica Hughes.  

Durante os anos escolares, é natural, segundo o especialista, ter certo nível de ansiedade em relação aos conteúdos, e esse sentimento até ajuda no aprendizado. “Entretanto, se a ansiedade está fora do controle, esse sentimento inibe a predisposição para aprender, porque desorganiza as respostas cognitivas”, explica. “A ansiedade interfere também na memória de trabalho, aquela que permite que a mente retenha diversas informações de uma vez. A ansiedade “rouba” recursos dessa memória, afetando o processo de aprendizagem”, acrescenta.

“Como os conceitos matemáticos são abstratos, o aprendizado da matéria é um verdadeiro desafio e pode se tornar um problema emocional para boa parte dos estudantes, que acabam desenvolvendo a chamada ‘ansiedade da matemática. Os jogos educativos online, como os oferecidos pela Matific, podem mudar esse cenário’, conclui Dennis Szyller, diretor da Matific Brasil.

Por: Agência Health

Aplicativo aproxima família da rotina escolar do filho

18/04 - HardSoft


O Colégio Franciscano Pio XII, instituição de educação localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo, desde 2016 adota o uso do aplicativo Pio XII, com o objetivo de conectar mães, pais e responsáveis ao dia a dia das crianças na escola. Via app, os pais recebem no celular informações sobre as atividades que os filhos estão desenvolvendo.

De acordo com Fátima Lopes Miranda, Diretora Adjunta do Colégio Franciscano Pio XII, a comunicação via app é rápida e permite que pais e responsáveis fiquem ainda mais próximos da rotina dos estudantes. “As famílias acompanham, em tempo real, por meio de fotos, vídeos e mensagens, o processo de aprendizagem do aluno. Desta forma, elas participam ainda mais desse trabalho, uma experiência sem dúvida positiva para todos”, explica Miranda.

As postagens mostram desde a hora do lanche das crianças até atividades pedagógicas dos adolescentes, dentro e fora da escola. A interação online permite ainda confirmar presença em reuniões, receber mensagens, lembretes e circulares, entre outros. “Com o aplicativo, temos um relatório gerencial de quem acessou, quem baixou as fotos, quem recebeu os comunicados, quem confirmou presença nas reuniões etc., o que também permite à escola agir e comunicar-se de forma mais efetiva”, completa a diretora.

Professores e coordenadores foram treinados para utilizar a novidade, que iniciou-se em 2016 para a Educação Infantil e em 2017 está disponível para todos os segmentos.

Sobre o Colégio Franciscano Pio XII

O Colégio Franciscano Pio XII foi fundado em 1954 com o compromisso educacional conduzido pela filosofia franciscana. Há mais de 60 anos forma gerações com o diferencial de educação em constante diálogo entre o conhecimento acadêmico e a formação humana, entendendo o educando como agente de transformação social, que atua em prol do fortalecimento de um mundo justo e fraterno.

Por: Communica Brasil