segunda-feira, 30 de março de 2015

"Viciados" em apps de chat trocam ligações telefônicas por mensagens

No ponto alto da missa na cidade de Rio Branco, capital do Acre, o padre ergue o cálice dourado. Prepara-se para iniciar o ritual da Eucaristia, em que, para os católicos, o corpo e o sangue de Jesus Cristo se materializam. Um ruído vindo de um celular o faz parar e esperar que Tiago Araújo Portela, de 18 anos, achasse o celular, escondido de propósito na bolsa da mãe, para “calar” o aparelho. “O constrangimento foi tanto que eu não tive nem coragem de responder”, disse, rindo, “mas deu vontade, viu”. O acreano é um dos jovens com quem o G1 conversou e que dizem não viver sem aplicativos de mensagens. Além de interromper missas, banhos, o sono, entre outras coisas, os programas não roubam somente a atenção desses jovens. Para eles, já são substitutos naturais das ligações telefônicas.

“É, cara, eu devo confessar que sou um pouco viciado nesse aplicativo. É de manhã até a hora de dormir”, diz Portela, que usa o ZapZap, rival brasileiro do norte-americano, e unanimidade, WhatsApp. “Quando eu saio do banho, só enxugo a mão pra ir ver o ZapZap. Mando uma mensagenzinha, me enxugo todo, me visto e aí volto para o ZapZap de novo”.

Para continuar lendo: http://g1.globo.com/tecnologia/tem-um-aplicativo/noticia/2015/03/viciados-em-apps-de-chat-trocam-ligacoes-telefonicas-por-mensagens.html

Escrito por: Helton Simões Gomes

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