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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Estudo do governo apresentado à MEI definirá estratégia nacional para internet das coisas

08/08 - HardSoft 
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão produzindo um estudo sobre internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) voltado para a definição de um plano de ação para o país. A partir de um diagnóstico elaborado nas primeiras fases do estudo serão propostas ações que consistirão na Estratégia Nacional de Internet das Coisas para os anos de 2018 a 2022.

A metodologia e os principais pontos que serão abordados no estudo, que já está em sua terceira fase e será concluído no último trimestre deste ano, foram apresentados na segunda-feira (7), em São Paulo, durante a 17ª reunião do Diálogos da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O tema faz parte da estratégia da MEI para o desenvolvimento da agenda de inovação no Brasil.

O estudo abordará com destaque a internet das coisas em quatro frentes prioritárias: cidades, saúde, rural e indústrias. De acordo com Thales Marçal, coordenador-geral de Ciência e Tecnologia do MCTIC, o objetivo é entregar um plano de internet das coisas para a indústria, aliando a estratégia com a agenda de manufatura avançada. “A indústria tem grande importância dentro dessa estratégia, pois é quem gera o maior desenvolvimento no país”, afirmou Marçal.

O gerente de IoT do BNDES, Ricardo Rivera, acrescentou que o estudo dará enfoque aos setores automotivo e têxtil, na indústria de transformação, e à mineração e petróleo e gás, na indústria extrativa. Esses setores são apontados como os de maiores desafios em relação à internet das coisas. “Trata-se de um estudo voltado para o diagnóstico da IoT, que pode trazer vários benefícios para o país. Temos três grandes ambições: definir uma inspiração para a IoT no Brasil, priorizar verticais e horizontais e fechar um plano para definições e monitoramento nos próximos 5 anos”, detalhou.

O diretor da Educação e Tecnologia da CNI, Rafael Lucchesi, ressaltou a importância de o país dar prioridade ao tema. “A internet das coisas tem transformado o sistema econômico. Está em curso uma nova revolução industrial que irá transformar todo o ciclo de negócios nas marcas e na divisão do trabalho”, disse Lucchesi, também diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

O líder da MEI Pedro Wongtschowski frisou que a internet das coisas gerará riquezas e levará desenvolvimento para a indústria brasileira. “A internet das coisas está cada vez mais presente na vida das pessoas. Em 2020, a expectativa é de que teremos cerca de 20 bilhões de dispositivos conectados”, frisou. Ele destacou que, entre os objetivos da MEI para esta agenda, estão o incentivo a adoção das novas tecnologias pelas empresas e o financiamento ao desenvolvimento tecnológico e da inovação.

Thales Marçal, do MCTIC, frisou que as condições para financiamento da inovação terão relação direta com a potencialização da internet das coisas no Brasil. “A IoT não é um bem,  mas um meio para gerar algum ganho como a melhoria da competitividade da indústria e do agronegócio. E ampliar a possibilidade de o Brasil exportar tecnologia e melhorar a qualidade de vida do brasileiro”, enfatizou.

PROPRIEDADE INTELECTUAL - O atraso em relação à análise e concessão de patentes no país levou o governo a lançar uma consulta pública sobre uma medida emergencial para reduzir o backlog de patentes. Presente ao Diálogos da MEI, o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Luiz Otávio Pimentel, apresentou as medidas que farão parte de um decreto do governo, apoiado pela CNI, que tem por finalidade equacionar os problemas relativos ao tempo de concessão de patentes num prazo de três anos.

Pimentel destacou que a alternativa do INPI é aplicar um regime de procedimento simplificado de deferimento, incluindo somente o backlog atual, prevendo salvaguarda para o usuário e o mercado. Seriam contratados 163 servidores e 40 terceirizados no período de três anos para que o problema seja solucionado até 2020. O custo, segundo o presidente do INPI, seria de R$ 92 milhões em três anos. “Estima-se que após a solução do problema do backlog, o trâmite de um pedido de patente seja concluído em até 24 meses, a partir do pedido do exame”, disse.

Por Diego Abreu, de São Paulo / Agência CNI de Notícias

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Edital facilita encadeamento tecnológico entre empresas

07/04 - HardSoft


Recursos da ordem de R$ 53,6 milhões serão destinados pelo edital lançado por meio da parceria entre Sebrae, Sesi e Senai, para incentivar projetos inovadores, permitindo também o desenvolvimento de propostas por parte de pequenas empresas de base tecnológica, as startups, de modo a ajudar na solução de problemas observados nas médias e grandes empresas, revelar novas oportunidades de negócios e aumentar a produtividade na indústria brasileira. O objetivo da iniciativa, cujos termos foram detalhados durante encontro técnico realizado esta semana na sede do Sebrae, em Brasília (DF), é propiciar a inovação na cadeia de valor da indústria brasileira.

“O edital da inovação da indústria representa um marco no fomento da inovação dos pequenos negócios do Brasil, pois significa a conjugação de esforços do Sebrae, Senai e Sesi, buscando aí a convergência de ações com o objetivo comum de apoiar a inovação na pequena empresa”, explicou a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes. “Buscaremos uma atuação integrada, para oferecer um portfólio mais amplo de apoio aos pequenos negócios, pensando não somente na atuação do Sebrae e do Senai, mas de outros parceiros que temos em comum e são fundamentais para o desenvolvimento dos pequenos negócios no Brasil”, acrescentou.

A parceria prevê a superação, por parte das pequenas empresas, de desafios tecnológicos a serem lançados pelas médias e grandes empresas. “Acreditamos que o projeto de P&D&I de uma pequena empresa que já tenha foco no mercado, que já seja desenvolvido buscando atender a sinalização de uma média ou grande empresa, certamente terá mais condições de se desenvolver e trazer resultados financeiros com o edital. A inovação no pequeno negócio pressupõe resultado do projeto e resultado financeiro. Então, quando você tem uma média e grande empresa com uma demanda concreta, as possibilidades de sucesso são grandes”, acrescentou.

Para Antonio Marcon, gerente de P&D da Samsung do Brasil, o edital chegou  em um momento oportuno. Segundo ele, o país possui um estoque médio de aproximadamente 5 mil startups/ano – número ainda considerado baixo. E iniciativas como essa, a seu ver, contribuem para aumentar a massa crítica de startups que poderão contribuir para o desenvolvimento da indústria. “Sabemos que o Brasil passou por um processo grande de desindustrialização nos últimos anos e perdeu muita competitividade, principalmente para os países asiáticos. Então, esse tipo de ação contribui no sentido de recuperar um pouco dessa competitividade e criar valor para a indústria nacional”, afirmou. Para Marcon, de um lado o país possui os canais existentes, o mercado disponível, investimento e todo esse mundo que é proporcionado pela grande indústria. De outro lado, estão as startups, com grandes ideias, tecnologias novas, possibilidades e novos modelos de negócios. “Ter um catalizador no meio, que é esse programa, vai ajudar a fazer todo o encadeamento tecnológico acontecer”, avaliou.

Já Leonardo Garnica, gerente de Sistemas de Inovação da Natura, disse que vê como ponto principal, em relação ao edital, o fato de existirem muitos parceiros e empresas que são potenciais parceiros da Natura e, atualmente, não conseguem mostrar algo porque não têm capacidade de financiamento. “Não podemos financiar todas estas startups. Então, a iniciativa chega para preencher uma lacuna muito importante, uma vez que o cara tem uma proposta ou ideia de inovação, mas não consegue viabilizá-la por falta de investimento. A partir de agora, ele poderá mostrar sua ideia, dizer que pode ser de interesse de empresas de determinado setor e, assim, seguir em frente no sentido de conseguir entrar na média ou grande empresa e testar aquilo que quer apresentar e se desenvolver”.

O representante da Microsoft, Franklin Luzes, contou que a empresa em que atua vê o edital como uma excelente estratégia para o desenvolvimento das startups no Brasil. “Nós temos um fundo de capital de investimento multicorporativo, onde existem várias empresas participantes, como Microsoft, Monsanto e Votorantim, entre outras, e no qual já investimos nas startups com um capital que vai de R$ 400 mil a R$ 3 milhões. O edital Sebrae-Sesi-Senai complementará essa parte e propiciará mais  investimentos em inovação, em protótipos, no desenvolvimento de novos produtos e no aperfeiçoamento dos produtos para se internacionalizarem. É um complemento bem interessante para todos nós”, acentuou.

A principal novidade é a categoria C do edital, que permite que a grande empresa possa divulgar uma chamada específica cujo tema estimule startups a propor uma solução por meio de um projeto de inovação. Ou seja, as médias e grandes empresas - chamadas de instituições-âncoras no edital - podem apresentar problemas ou temáticas de seu interesse e avisar para que as startups desenvolvam projetos sobre os temas apresentados se inscrevam para o desenvolvimento destes projetos inovadores. 

Por: Agência Sebrae de Notícias

terça-feira, 21 de março de 2017

Senai SC integra consórcio de internet industrial

21/03 - Contabilidade na TV


O SENAI/SC, entidade da FIESC, é a terceira instituição brasileira a integrar o Consórcio de Internet Industrial (IIC) criado em 2014 nos Estados Unidos pela AT&T, IBM, GE e Intel. A criação da Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), em 2016, em Joinville, é inspirada neste consórcio internacional. A ABII tem como fundadores a FIESC, a Embraco e a Pollux Automation, que já integra o IIC, que conta com cerca de 250 associados de mais de 30 países.

Para o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, a internet industrial está mudando a forma com que as empresas dentro de uma cadeia de suprimentos se relacionam, desde o fornecedor da matéria-prima até o cliente final. “Aderir aos conceitos da internet industrial não é uma opção, mas um requisito da competitividade da indústria e do País”, afirma Côrte, para quem esta nova onda da revolução industrial está promovendo inúmeras mudanças na sociedade e no mundo do trabalho.

Internet Industrial, manufatura avançada, indústria 4.0 são termos que definem um fenômeno que ocorre em todo o planeta, com reflexos na economia e no comportamento humano. Esse fenômeno está baseado na hiperconectividade, avanço do big data e de sistemas de sensoriamento, inteligência artificial e customização em massa.

O IIC é um consórcio internacional aberto, sem fins lucrativos, que está definindo a estrutura de arquitetura e as direções para a internet industrial. A missão do consórcio é coordenar as vastas iniciativas do ecossistema que irá conectar e integrar objetos com pessoas, processos e dados utilizando arquiteturas comuns, interoperabilidade e padrões abertos.

A ABII tem como missão promover a aceleração do crescimento da Internet Industrial no Brasil e coordena um ecossistema para promover iniciativas para a integração entre máquinas, processos e pessoas por meio de conexões seguras com o objetivo de trazer resultados transformadores para as indústrias.

A FIESC e suas entidades atuam em diversas frentes que contribuem para o incremento de uma economia baseada na internet industrial. Em uma vertente estão os serviços educacionais, que, com cerca de 350 mil matrículas anuais, estimula a educação profissional (SENAI), básica (SESI) e executiva (IEL). Por meio do movimento Santa Catarina pela Educação, a Federação contribui para a melhoria dos padrões educacionais do Estado como um todo. O desenvolvimento tecnológico representa outra linha de ação, pela qual as indústrias recebem apoio para inovar e gerar novos modelos de negócio.

Os três institutos de inovação e os sete de tecnologia que o SENAI está implantando no território catarinense cumprem com este objetivo. Por fim, o fortalecimento de saúde e segurança no trabalho pretende garantir qualidade de vida dos trabalhadores, que se tornam mais produtivos e satisfeitos. A Aliança Saúde e Competitividade e o Instituto SESI de Inovação em Tecnologias para Segurança e Saúde no Trabalho são duas iniciativas da FIESC para atuar nesta linha de ação.

Por: Osni Alves Jr. / Portal Contábil SC

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