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terça-feira, 15 de agosto de 2017

O que é preciso saber sobre contratos societários em startups

15/08 - HardSoft

Especialista lista pontos importantes para quem vai abrir empresa de tecnologia em sociedade 
Apesar da crise, o ecossistema brasileiro de startups cresce a todo vapor. Segundo dados da levantados pela ABS (Associação Brasileira de Startups), até o final de 2015, o número de empresas em desenvolvimento chegava a 4.151, contabilizando crescimento de 18,6% num período de seis meses. Porém, nem todas se estabilizam. Um estudo realizado pela aceleradora Startup Farm aponta que 74% das startups brasileiras fecham após cinco anos de existência e 18% delas antes mesmo de completar dois anos. Segundo o advogado Rodrigo Valverde, sócio do Schroeder&Valverde, um dos motivos que levam ao fechamento são os conflitos entre os sócios e a desvalorização no mercado.

Algumas medidas, como a discussão e revisão do contrato social, podem ser tomadas entre os fundadores e sócios para garantir a estabilidade da empresa. Abaixo, o especialista listou as dúvidas recorrentes sobre contratos societários e o que eles devem conter para que parte dos problemas sejam previstos em startups. Confira:

- Dedicação dos fundadores e executivos
É preciso estar bem claro no contrato se os fundadores e diretores serão exclusivos ou se trabalharão meio-período até que a empresa atinja um nível capaz de pagar uma remuneração adequada a eles. O desalinhamento de expectativas entre o tempo e disponibilidade que cada sócio vai dedicar ao negócio costuma ser fonte de discussões e problemas.

- Cláusula non-compete
Um ponto importante é deixar claro se após ou durante o término da relação societária/contratual, o sócio poderá atuar no mesmo segmento da empresa criada.

- Cláusula non-solicitation
Aqui fica claro se o fundador poderá convidar pessoas do time para trabalhar em outros projetos, durante ou após o término da relação societária/contratual.

- Afastamento do fundador
Independentemente do motivo, as consequências para esta hipótese precisam estar bem detalhadas. Na maioria das vezes, existe a compra da participação societária, mas não ficam definidos o critério para avaliação da empresa – e da participação do sócio que se retira. Parte dos critérios utilizados em negociações recorrentes, como múltiplo de Ebitda, ou valor patrimonial ou valor contábil, não se aplicam a startups. Também por isso é importante que a discussão sobre a forma de avaliar a participação dos sócios deve ser o mais simples e objetiva possível. O critério também deve ser escolhido antes da briga ou da saída do sócio, nunca no calor da emoção do momento.

- Saída e entrada de sócios
Os critérios para considerar a entrada de um novo sócio, que pode ser fundamental para o negócio, e também para decidir a saída de alguém que não esteja mais alinhado com o projeto, são pontos que devem constar nos contratos societários.

- Aporte de capital
Qual será a forma de diluição e recomposição de participação societária, a partir da entrada de recursos na companhia e das entregas feitas pelos executivos e fundadores.

- Diluição de fundadores por executivos

Na empresa, se existe intenção de premiar ou recompensar executivos com um programa de compra de ações e engaja-los no projeto, deve estar claro quais as medidas, percentual e critérios para a concessão deste benefício.

*Rodrigo Valverde - Sócio do Schroeder&Valverde, Rodrigo Valverde é advogado com mais de 11 anos de experiência no setor.

Por Ludmilla Amaral

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Sebrae leva competição e atividades gratuitas à Campus Party Salvador

08/08 - HardSoft
A partir desta quarta-feira (9), mais de 4 mil empreendedores digitais têm encontro marcado na Campus Party – Bahia (#CPBA), que vai acontecer em Salvador, até o próximo dia 13, na Arena Fonte Nova. Nessa edição, uma das principais atividades será a competição de startups, conhecida como Like a Boss 1 UP, uma iniciativa do Sebrae, que oferece espaço a jovens empreendedores para apresentar seus projetos e ideias inovadoras a investidores e especialistas. Serão três dias de competição, com mais de 30 concorrentes e eliminatórias todos os dias, de 10 a 12 deste mês.

As oito startups finalistas da competição terão presença garantida em uma verdadeira vitrine para grandes investidores e feira de negócios, a Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (Case), que será realizada em outubro, em São Paulo. “O Sebrae Like a Boss funciona como uma prova de fogo, pois o empreendedor é estimulado a apresentar o seu produto ou serviço, com argumentos e dados, com o objetivo de provar aos investidores que seu projeto é viável comercialmente”, diz a diretora técnica Heloisa Menezes.

O Sebrae também levará para a Campus Party - Bahia várias palestras, meetups e apresentação de casos de empreendedorismo. Além disso, a instituição participou da curadoria de 24 painéis, que estarão no Palco Empreendedorismo, organizou workshops e um espaço destinado a uma feira de negócios, a Startups & Makers. A programação gratuita começa nesta quinta-feira (10), dia seguinte à abertura oficial ao público, e termina no sábado (12).

Para o Sebrae, assinala Heloisa Menezes, além do potencial de gerar novos negócios e soluções inovadoras, será uma oportunidade para interação, integração e aprendizado dos participantes e envolvidos. Confira toda a programação no link  Campus Party Salvador.

Público
A Campus Party Salvador trará o tema Tecnologia e Empreendedorismo, envolvendo também inovação, ciências, entretenimento e criatividade. A exemplo de outras edições da Campus Party, os campuseiros ficarão acampados na área restrita do evento. Na área aberta (Arena Open), a organização espera receber cerca de 40 mil visitantes. Além da programação do Sebrae, nessa área, o público poderá acompanhar a Olimpíada Brasileira de Robótica, corrida de drones, games, hackathos, workshops, entre outras atividades.

Considerada a maior experiência tecnológica do mundo, a Campus Party foi criada em 1997 e já reuniu grandes nomes da área para tratar de questões como novidades que estavam sendo desenvolvidas e como elas poderiam ser usadas no mercado, incentivando o empresariado a inovar. Atualmente, a Campus Party conta com mais de 475 mil campuseiros cadastrados em todo mundo, e já produziu edições em países como Espanha, Holanda, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia e Equador. No Brasil, a Campus Party acontece há dez anos. Em 2017, o evento terá edições também em Portugal, Itália, Singapura e África do Sul.

Por Agência Sebrae de Notícias

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Novo fantasy game de futebol, Escalaí chega para aumentar a emoção dos fãs do esporte

21/07 - HardSoft


A partir de agosto, os fãs de futebol terão acesso a mais um fantasy game, que chegará no mercado com a proposta de proporcionar mais emoção aos apaixonados pelo esporte. O Escalaí é um aplicativo em que os usuários fazem entradas em uma mesa, escalando 11 jogadores que vão pontuar de acordo com o que ocorrer nas partidas. O mais legal é poder acompanhar os resultados e pontuações dos seus jogadores em tempo real, oferecendo prêmios em dinheiro por rodada de três dos principais campeonatos: Brasileiro, Libertadores da América e Champions League.

Os interessados que já fizerem seu pré-cadastro no site do Escalaí (www.escalai.com.br) ganham R$ 5,00 em bônus e ainda recebem informações quentinhas e privilegiadas sobre o novo aplicativo e os campeonatos. O novo jogo é desenvolvido pela startup Brave.

O CEO do Escalaí, Felipe Machado, afirma que o aplicativo “chega para mudar a emoção de quem assiste a futebol”. “No Escalaí, você precisa escalar 11 jogadores e pontuar mais que os outros usuários. Com um modelo muito dinâmico, é diferenciado por ser jogado a cada rodada de um campeonato”, explica.

Segundo Felipe, cada mesa terá um preço de entrada e uma premiação em dinheiro para os melhores colocados. Como as entradas são em dinheiro, os usuários cadastrados devem criam uma carteira (uma espécie de conta) para acessar as mesas, jogar e receber os prêmios.

“O principal diferencial do Escalaí é ser mais dinâmico que os demais fantasy games de futebol, porque trabalhamos com vários campeonatos, e os usuários podem receber prêmios em dinheiro a cada rodada”, resume.

Fantasy games
Os fantasy games são jogos on-line em que os usuários montam times fictícios de jogadores reais de um esporte profissional, como o futebol. As equipes são escaladas com base em campeonatos que geralmente estão sendo realizados naquele momento – como o Campeonato Brasileiro.

Para se consagrar vencedores, os times devem alcançar o maior número de pontos, que são totalizados conforme o desempenho dos jogadores nas partidas reais. A equipe que acumular mais pontos consagra-se vencedora, e os apostadores podem ganhar diversos prêmios, inclusive em dinheiro.

Brave
Com o mote “Uma startup gerando startups”, a Brave foi fundada em 2014 com o objetivo de ser um importante competidor nesse mercado, especialmente por meio de seu modelo de venture building (organizações que investem em startups).

A Brave atua na construção de novos negócios digitais, tirando projetos do papel com recursos próprios, estruturando as equipes operacionais e captando investimentos para alavancar o negócio.

O site da Brave é o www.braveinvest.com.br.

Por Isabel Carvalho  / Itpress Comunicação

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sebrae investe em inovação para Cidades Inteligentes

17/07 - HardSoft


O diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Vinicius Lages, participou da Global Commercialization Conference and Workshop 2017, evento realizado de 12 a 14 de julho, em Daejeon, na Coreia do Sul. Realizada pelo Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coréia (KAIST), a conferência é uma plataforma para discussão da situação atual do comércio internacional, desafios e avanços relacionados à colaboração global para transferência de tecnologia e comercialização.

De acordo com o diretor, o momento de avanço tecnológico é oportunidade de crescimento e desenvolvimento para os pequenos negócios. "A transformação digital, a era das coisas, cidades, cidadãos e negócios inteligentes tornou-se tema estratégico de inúmeros países. Os pequenos negócios devem aproveitar as plataformas digitais e dados abundantes para poderem competir de forma mais inteligente e sustentável", afirma.

Lages também participou de visitas técnicas à incubadora SparkLab’s, uma aceleradora de startups, que tem como foco centros de inovação voltados para a Internet das Coisas e para as Cidades Inteligentes. Seu programa de aceleração, com mentoria dirigida, está disponível para startups locais e estrangeiras. O centro funciona para desenvolvimento e testes, bem como de acesso a empresas, investidores e fornecedores locais e globais.

Outro projeto visitado foi um centro de internacionalização de startups financiado pelo governo Coreano em Pangyo, considerado o Vale do Silício da Coreia. Anualmente, a agência Born2global seleciona mais de 100 startups com alto potencial para entrar no mercado global.

Vinicius também visitou Songdo, a cidade inteligente da Coréia do Sul. Onde tudo é conectado. Do asfalto ao semáforo, do chuveiro ao banheiro no hotel. São 2500 terabytes processados por segundo gerando de forma inteligente redução de consumo, melhorando a vida das pessoas e dando usabilidade ao cidades nas ruas.

Destinos Inteligentes
O Brasil está no caminho do desenvolvimento de Cidades Inteligentes e isso pode influenciar diretamente no surgimento de destinos inteligentes. Transformar cidades tradicionais em Cidades Inteligentes, conhecidas mundialmente como Smart Cities, é uma demanda relevante. O Sebrae lançou, em 2016, um projeto-piloto para alguns destinos selecionados, como Maceió (AL). O objetivo é estimular mais interligação de dados, oferta de qualidade, acessibilidade, mobilidade urbana, segurança e sustentabilidade nas cidades. Atualmente, são apoiados projetos em sete cidades: Campina Grande (PB), Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Maceió (AL), Maringá (PR) e Vitória (ES). Até 2019, o Sebrae investirá R$ 10 milhões nestes projetos.

As soluções para Smart Cities têm relação com os diversos desafios atuais das cidades brasileiras, como mobilidade, segurança, educação, saúde, meio ambiente, sendo a tecnologia a linha mestra do processo. Outro fator a ser observado é a crescente demanda por cidades e destinos inteligentes, resultado da mudança que vem ocorrendo nas relações e no comportamento dos turistas. “Com os avanços tecnológicos, as redes sociais e os dispositivos mobile, os destinos estarão cada vez mais integrados ao digital. Praticidade e apoio são dois termos cruciais nesse novo comportamento”, destaca Lages.

Por Agência Sebrae de Notícias

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Jogos educativos ajudam a reduzir a ansiedade da matemática nas escolas brasileiras

26/05 - HardSoft


As plataformas de jogos educativos são hoje grandes aliadas para reduzir a ansiedade da matemática. A afirmação é da pedagoga Ana Paula Carmagnani, especialista educacional da Matific Brasil, startup israelense especializada em gamificação para o estudo da matemática desde a educação infantil até o sexto ano.

Segundo a especialista, pesquisas mostram que as crianças podem gostar ou não da matemática e que tudo vai depender de como são ensinadas e de quais crenças são passadas a elas pelos pais e educadores. “O ideal é dizermos às crianças o quanto é importante aprender os conceitos da matemática, principalmente em um mundo altamente tecnológico em que vivemos”, explica Ana Paula. A prevalência da ansiedade da matemática varia muito ao redor do mundo. Alguns estudos mais recentes apontam uma prevalência estimada de 17 a 30% da população em geral.

Para a pedagoga, muitos jogos educativos trazem para as crianças situações reais do dia a dia, o que ajuda o aluno a entender os conceitos mais abstratos da matéria. “Como os jogos educativos contribuem para a construção do conhecimento, graças ao seu aspecto lúdico, tais plataformas têm ajudado a reduzir de forma significativa o medo da disciplina, além de aumentar o envolvimento dos alunos com a matéria”, diz Ana Paula

A plataforma da Matific é utilizada atualmente por cerca de 100 mil alunos de São Paulo, de mais de 100 colégios públicos do estado paulista, além das principais instituições particulares.

Ansiedade da matemática é uma reação emocional debilitante relacionada à disciplina, que causa sentimentos de tensão que interferem no aprendizado, na vida acadêmica e na vida diária de forma geral. “A ansiedade da matemática pode ser leve ou severa e não afeta apenas a vida escolar, mas também todo o desenvolvimento. Pessoas que desenvolvem essa condição podem, por exemplo perder oportunidades de trabalho ao longo da vida, por exemplo”, explica Ana Paula.  

Durante os anos escolares, é natural, segundo a pedagoga, ter certo nível de ansiedade em relação aos conteúdos, e esse sentimento até ajuda no aprendizado. “Entretanto, se a ansiedade está fora do controle, esse sentimento inibe a predisposição para aprender, porque desorganiza as respostas cognitivas”, explica. “A ansiedade interfere também na memória de trabalho, aquela que permite que a mente retenha diversas informações de uma vez. A ansiedade “rouba” recursos dessa memória, afetando o processo de aprendizagem”, acrescenta a pedagoga.

“Como os conceitos matemáticos são abstratos, o aprendizado da matéria é um verdadeiro desafio e pode se tornar um problema emocional para boa parte dos estudantes, que acabam desenvolvendo a chamada ‘ansiedade da matemática. Os jogos educativos online, como os oferecidos pela Matific, podem mudar esse cenário’, conclui a pedagoga Ana Paula Carmagnani.

Por Agência Health