quarta-feira, 8 de março de 2017

Principais barreiras ao inovar na era digital – Parte 2

08/03 - HardSoft


Ao implantar a cultura de inovação, empresas se deparam com dificuldades que em muitos casos não foram previstas

Como vimos na primeira parte deste artigo, uma das características muito presentes nas companhias é a alta confiança que possuem em seus produtos, serviços ou segmentos de atuação. Porém, a velocidade com que as inovações acontecem e a agilidade dos clientes em mudar seu foco fazem com que exista uma corrida entre as empresas para ver quem consegue se antecipar aos movimentos dos clientes e mercado e obter uma vantagem competitiva, uma diferenciação e, assim, tomar o mercado.

Ao realizar investimentos em inovação, as empresas se deparam com dificuldades que em muitos casos não foram previstas. Em artigo publicado por Maria de Fátima Bruno-Faria e Marcus Vinicius de Araújo Fonseca, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foram identificados fatores que influenciam ou contribuem para o sucesso de inovação nas organizações, os quais devem ser considerados. 

Fatores que afetam a inovação e criatividade


Por não considerar todos as variáveis os fatores necessários para que os projetos de inovação sejam bem-sucedidos, há uma grande taxa de falhas, seja por se insistir em ideias inviáveis, por se exceder na inovação e esquecer da solução do problema em questão, entre inúmeros outros motivos de falha. Segundo Philip Kotler, autor do livro “A Bíblia da Inovação”, apenas 8% dos projetos de inovação são bem-sucedidos, o que indica que o impacto dessas barreiras é bem significativo e não deve ser negligenciado. 

De acordo com o contexto da empresa, em termos de posicionamento no mercado, capacidade de investimento e clima organizacional de seus colaboradores, uma estratégia de inovação pode ser planejada. Este planejamento é determinado por ameaças internas e externas conhecidas, indicando potenciais ganhos em termos de retenção de clientes atuais bem como obtenção de novos clientes. Segundo Trías e Kotler, há quatro níveis em que a inovação pode ser aplicada e, dependendo da análise feita pelo ativador da inovação, o nível identifica a abrangência e o grau de disrupção requerido pelo processo para inovar.


Quanto maior o nível de inovação requerido, maior é o risco da inovação quanto aos seus resultados. 

Além de questões organizacionais, há também os aspectos culturais, pois há uma perceptível diferença de abordagem e preparação das pessoas para atuar ou conviver com iniciativas de inovação e operações. Como os profissionais em uma organização são avaliados em termos de seu desempenho por critérios muito mais voltados aos resultados esperados pela operação, há uma falta ou baixo incentivo para que esses profissionais busquem a inovação. 

É preciso balancear os objetivos e metas entre operação e inovação, assim há um melhor convívio. 
Comparativo entre operações e inovações

Comparativo entre operações e inovações


Esperar que um profissional, que atua numa operação existente e que é cobrado continuamente por resultados previamente planejados, consiga conciliar seu tempo e atenção para pensar em inovações e novos produtos, que muitas vezes entram em conflito com o modelo de negócio atual, se mostrou em diversos casos inadequado.

Por Lucas Ricardo Mendes de Souza, especialista Inmetrics

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