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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Suspensão de mercado de ações da Oi causa prejuízo a credores e aos pequenos acionistas

24/06 - AZ | Brasil


Para especialista, pedido de recuperação judicial causa um grande prejuízo aos credores, mas também aos acionistas minoritários

A Oi apresentou pedido de recuperação judicial. Trata-se de uma ação que acontece 10 dias após renúncia de presidente e segue a tendência de queda da empresa, que já tinha fechado seus papéis na bolsa no vermelho. Na prática, este pedido de recuperação, que ainda precisa ser analisado pela Justiça, já traz impactos significantes no atual cenário econômico.

“Para os acionistas, principalmente os minoritários, existe um grande prejuízo econômico, pois as ações, mesmo sendo negociadas normalmente, já não compõem mais os principais índices de ações do mercado financeiro, sendo o principal deles o BM&FBovespa. Mas é preciso aguardar as informações e os resultados que serão apresentados aos acionistas na Assembleia Geral Extraordinária, já convocada para 22 de julho, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Para o advogado, ainda é prematuro tecer um panorama de prazo para a análise do pedido e do processo de Recuperação Judicial envolvendo a Oi. “Porém, já foi deferida a tutela antecipada judicial para suspender, por até 180 dias, todas as ações e execuções movidas pelos credores contra a operadora, prazo em que será analisada a viabilidade da recuperação judicial”.

"Se, durante o processo de recuperação judicial, houver responsabilização dos sócios controladores e administradores por irregularidades, os minoritários podem recorrer à Justiça", explica o advogado, Giovani Maldi de Melo, sócio do Melo e Jacob Netto Advogados.

O caso

A Oi entrou com pedido de recuperação judicial no Rio de Janeiro, incluindo no processo um total de R$ 65,4 bilhões em dívidas. No pedido, a empresa, considerada a maior operadora em telefonia fixa do país e a quarta em telefonia móvel, com cerca de 70 milhões de clientes, diz que “considerando os desafios decorrentes da situação econômico-financeira das empresas Oi à luz do cronograma de vencimento de suas dívidas financeiras, ameaças ao caixa das empresas Oi representadas por iminentes penhoras ou bloqueios em processos judiciais, e tendo em vista a urgência na adoção de medidas de proteção das empresas Oi, a companhia julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida mais adequada”.

O pedido, que ainda precisa ser aceito e analisado pela Justiça, é o maior da história do Brasil, de acordo com dados da Thomson Reuters e aparece logo depois de a empresa ter anunciado que ainda não havia obtido acordo com credores para tentar reestruturar sua dívida, considerada impagável.

No dia posterior ao pedido de recuperação judicial, os ADRs (American Depositary Receipts) da Oi perderam 46% na abertura da Bolsa de Nova York e as negociações ficaram suspensas. Na Bovespa, as ações PN da Oi fecharam com queda de 18,18% a R$ 0,82, enquanto as ordinárias recuaram 8,73% a R$ 1,15.

Recuperação judicial da Oi: como fica o consumidor?

24/06 - InformaMídia / Por Dane Avanzi


O pedido de recuperação judicial da Oi se apresenta como um divisor de águas na  história do setor de telecomunicações brasileiro. Mesmo se tratando de um fato que já era esperado, um ciclo auspicioso de 19 anos iniciado com a privatização das telecomunicações iniciado em 1997, que teve seu ápice com a oferta de serviço de telefonia móvel a custos acessíveis a qualquer brasileiro, sofreu ontem no mínimo um movimento de inflexão, quiça o começo de seu ocaso.

Sob a ótica do Poder Público assinala o fracasso da gestão pública federal que não teve a firmeza e competência necessárias para domar o capital financeiro que controla as operadoras. Mais que isso, além da excessiva afabilidade, em diversos momentos fomentou por meio de bancos públicos a gestão temerária da Oi envolvida em diversos episódios no mínimo nebulosos de fusões com grupos internacionais, caso da Portugal Telecom, que comprou parte da empresa com títulos sem lastro. Do valor global da dívida, informado pela Oi de R$ 64,5 bilhões de reais, a maior parte é devida a bancos, em sua grande parte públicos, dinheiro do povo brasileiro.

Caso a Justiça aceite o plano de recuperação judicial, a questão é: como o conselho de gestão composto pelos principais credores mitigarão seus prejuízos? Poderão eles vender os valiosos ativos imobiliários, tido como bens reversíveis? Qual será a posição do Ministério Público Federal quanto aos bens reversíveis, compostos em grande parte por bens dominicais definidos na constituição federal com impenhoráveis e inalienáveis? No mais, uma operadora de telefonia móvel só tem como ativo o caixa, cujo pedido de recuperação judicial, se for aceito, estará blindado.

Ademais, afora problemas de gestão e aparelhamento político partidário da Oi, há um outro problema que tira o sono de todas as operadoras de telefonia móvel. As OTT's, sigla que denomina aplicativos que funcionam "Ove the top", ou seja, rodam em nuvem e estão presentes no cotidiano dos brasileiros, entre eles Netflix, Whatsapp, Skype, redes sociais, dentre tantos outros. Tais aplicativos utilizam "de graça" a caríssima infraestrutura das operadoras e definitivamente caíram nas graças do consumidor de telefonia móvel. Cabe destacar que grande parte dos clientes da Oi estão nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, onde a renda per capita é mais baixa em relação a regiões Sul e Sudeste.

Mais que o fracasso de uma empresa, o pedido de recuperação judicial da Oi é uma derrota do Brasil, que certamente ensejará a falência de inúmeras empresas de pequeno porte, em todo o país, aumentando ainda mais o desemprego. Haverá reflexo negativo inclusive no PIB, pela dificuldade hoje intransponível da Oi em captar investimentos e manter a qualidade de atendimento aos consumidores empresariais dessas regiões que hoje já é sofrível.

*Dane Avanzi é advogado, empresário e Presidente da Aerbras - Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

Sobre a Aerbras:
www.aerbras.com.br / (11) 2219 0130
A Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil - Aerbras - é uma entidade sem fins lucrativos que reúne as associações dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O principal objetivo é integrar as empresas do setor e aumentar a projeção dos associados no mercado nacional, além de promover a radiocomunicação no Brasil em encontros, palestras, feiras e congressos.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Anatel aprova plano de investimentos da Oi em troca de multas não pagas

20/05 - G1

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou na quinta-feira (19) a troca de multas não pagas pela operadora Oi por um programa de investimentos  de R$ 3,2 bilhões, com duração de quatro anos. O acordo ainda será avaliado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com a agência, a Oi deverá ofertar o serviço celular de terceira geração (3G) em mais 681 municípios atendidos atualmente pela tecnologia 2G e expandir a cobertura em outros 159 já atendidos por 3G.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Cade aprova acordo para compartilhamento de redes 4G

14/12 - G1 / Fábio Amato


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrição, um acordo firmado entre TIM, Oi e Vivo para compartilhamento de parte de suas redes dedicadas à prestação do serviço de banca larga móvel de quarta geração (4G). A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (14).

As redes a serem compartilhadas pelas três operadoras são para o 4G na faixa de 2,5 GHz (giga-hertz). As empresas conquistaram o direito de explorar esse serviço ao arrematarem lotes de frequência no leilão feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em 2012.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Oi "sequestra" erros na internet e redireciona clientes; entenda

08/12 - G1 / Altieres Rohr


Um leitor da coluna Segurança Digital chamado Luiz relatou o que vem acontecendo com ele, que é cliente da operadora Oi, ao acessar certas páginas que não existem: a operadora está adotando uma técnica de "sequestro de respostas de DNS", na qual o internauta vê uma página de erro personalizada pela operadora. Dessa maneira, o programa (como navegador ou leitor de e-mail) não consegue identificar que um erro de rede ocorreu.

Mas qual a importância de um erro?


terça-feira, 13 de outubro de 2015

WhatsApp se prepara para se defender das operadoras de telefonia móvel

13/10 - Dane Avanzi


Com mais de 800 milhões de usuários em todo o mundo, o WhatsApp, fenômeno no mercado de aplicativos genericamente denominados OTT - Over the Top, nem de longe dá a impressão de que chegou ao seu apogeu. Ao contrário, demonstra que ainda tem muito fôlego para crescer. Nada mau para um aplicativo lançado em 2009, apenas na versão iOS.

Adquirido por Mark Zuckerberg no início de 2014, por US$ 16 bilhões de dólares, o WhatsApp enfrenta agora o maior desafio de sua história: confrontar-se com a fúria das empresas de telefonia móvel - e seu poderio político e financeiro - que tem perdido receitas decorrentes de ligações de voz e envio de SMS's, por conta do aplicativo. Agora com versão também para a web, o WhatsApp pretende ampliar ainda mais seu espaço na atenção dos usuários, que poderão acessar sua conta também de seu computador pessoal.

Com o DNA da inovação nas veias, o WhatsApp se prepara para a batalha melhorando ainda mais. Lançou semana passada uma atualização para smartphones da plataforma Android e iOS com diversas funções que tornarão o aplicativo ainda mais prático e funcional aos usuários. Dentre as principais, as novas ferramentas permitem ao usuário deixar muda a conversa com contatos específicos e reduzir o uso de dados nas ligações quando estiver em locais com sinal ruim. A nova versão do aplicativo trouxe também a correção de alguns erros.

Afora as melhorias acima mencionadas, o WhatsApp está se preparando para um possível bloqueio de seus serviços por parte das operadoras de telefonia móvel. Ao que parece, o primeiro país que pode impor limitações é a Itália, já que a equipe de tradução de software naquele país recebeu pedidos para adicionar frases na versão italiana do aplicativo, avisando a possível restrição.

Aqui no Brasil, o ex-Ministro de Comunicações Ricardo Berzoini, se posicionou a favor das empresas de telecomunicação e contra o WhatsApp, alegando que o aplicativo não gerava divisas para o erário público. Tal pensamento, além de ser desconectado da realidade é sofismático, haja vista todos os consumidores usuários de planos de dados pagarem indiretamente todas as taxas de Fistel, inerentes a ativação e fruição do serviço. Acertadamente, o presidente da Anatel, João Resende, classificou o WhatsApp como serviço de valor adicionado, sendo sua utilização mero desdobramento do uso, gozo e fruição do serviço contratado. Ou seja, exercício regular de direito do usuário.

Para a sorte dos usuários satisfeitos com a qualidade do serviço, a tecnologia e a inovação avançam independente da burocracia e da preocupação da classe política em geral com o bem estar do povo brasileiro. Assevere-se que os titãs da inovação, tem em seu pensamento primordial fazer algo para melhorar a vida das pessoas, sendo o lucro decorrente de seu sucesso, mera consequência de um circulo virtuoso.

Quiçá um dia, o Estado hoje incapaz de garantir os direitos básicos ao cidadão brasileiro, reencontre seu caminho ao lembrar a finalidade para a qual foi criado, qual seja, o bem estar comum. Ouso pensar que os titãs da inovação tem muito a ensinar à classe política brasileira no que tange a ética, a meritocracia e a competência. Será por isso que a inovação incomoda tanto alguns setores da política brasileira?

Dane Avanzi é advogado, empresário de telecomunicações e presidente da Aerbras - Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

Sobre a Aerbras:
www.aerbras.com.br / (11) 2219 0130
A Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil - Aerbras - é uma entidade sem fins lucrativos que reúne as associações dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O principal objetivo é integrar as empresas do setor e aumentar a projeção dos associados no mercado nacional, além de promover a radiocomunicação no Brasil em encontros, palestras, feiras e congressos.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Vivo e Oi mudam cobrança por uso de internet no celular

A operadora de telefonia móvel Oi passa a implantar, a partir do dia 1º de dezembro, a nova medida que corta a internet dos clientes pré-pagos e plano controle que atingirem os limites da franquia dos pacotes de internet para celular. A medida vale para celulares de todo o país. 

Com a mudança, os consumidores que antes continuavam utilizando a internet com velocidade reduzida após o fim da franquia agora terão de contratar um pacote adicional para seguir navegando pelo celular. A mudança afeta apenas os planos pré-pagos e Oi Controle. A Oi afirmou ver o novo modelo de cobrança adicional como “uma tendência mundial”.

Para continuar lendo: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/11/vivo-e-oi-mudam-cobranca-por-uso-de-internet-no-celular.html

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Oi desiste e apenas 4 empresas vão participar do novo leilão do 4G

A operadora de telefonia Oi informou nesta terça-feira (23) em comunicado que não vai participar do novo leilão do 4G, marcado para 30 de setembro. Apenas quatro empresas entregaram propostas para o leilão: Claro, Algar (CTBC), Telefónica/Vivo e TIM. O prazo de inscrição se encerrou às 10h desta terça, o que significa que nenhuma outra empresa, além dessas quatro, vai poder participar.

No comunicado, a Oi informa que, entre os motivos para desistir do leilão, está a possibilidade de a faixa de 700 MHz (megahertz) só estar totalmente liberada para a oferta do serviço de banda larga de quarta geração (4G) a partir de 2019, o que pode significar demora para reaver os investimentos.

Para continuar lendo: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/09/oi-desiste-e-apenas-4-empresas-vao-participar-do-novo-leilao-do-4g.html

Escrito por: Fábio Amato